domingo, 26 de fevereiro de 2012

Arte na avenida, arte na vida...


   Dei um tempo no blog! Tempo de carnaval e  pós carnaval, semana onde nos organizamos em dois dias e tentamos colocar em ordem toda a bagunça da folia. Na verdade minha folia não foi aquela tradicional, blocos e fantasias ficaram por conta das imagens televisivas mas, foi bom. Delirei com as escolas de samba, façanha maravilhosa de transformar sonhos em fantasias e alegorias. Fico impressionada com o poder criativo das pessoas -  desenhar idéias que se transformam em alas e carros gigantescos, coloridos e fantásticos. Histórias e enredos sendo contados e cantados com alegria e emoção. Choro e riso se misturam nos rostos de famosos e anônimos e todos se tornam iguais. Expressões de orgulho ao bater no peito, no ritmo da bateria, olhos brilhantes e vibrantes ao encarar o público que é pescado pela rede do encanto, lançada por diversas mãos.  Momentos únicos que fortalecem e restabelecem o oxigênio para o resto do ano. Personagens e personalidades que se tornam popular, ganham o domínio público e suas histórias são lançadas e reescritas pelo povo. Vida e arte na avenida.
   Arte na nossa vida. Como precisamos disso! Viver com arte e cor, sonhos e fantasias, histórias e enredos que provocam risos e choros. Bater no nosso peito e vibrar com olhos brilhantes a cada conquista. Conquista de sonhos, conquista de novas realidades. Transformar a matéria prima em produtos nunca antes imaginados. Criar, criar com ação. Criar, criar com emoção.
   Fiquei pensando: escola de samba...escola?!  Seria essa a escola tão desejada? Poderíamos experimentar todas essas emoções em uma de nossas escolas? Ah, como seria bom utilizar nossa criatividade e levar nossas turmas como se fossem alas, todos envolvidos e engajados, seguindo no ritmo e entendendo que o grupo é que faz o bonito acontecer. Diretores de bateria como professores da autoconfiança, da determinação, da vontade de vencer os limites. A harmonia sendo cuidada por vários líderes,  para não deixar a escola perder pontos. A comissão de frente, aquela que tem a responsabilidade de apresentar a escola de forma simpática e impactante, representada por todos os funcionários que trabalham nos portões, pátios, secretarias, corredores, cozinhas e refeitórios, transmitindo segurança, tranquilidade, acolhimento e principalmente credibilidade. Diretores das escolas trabalhando com a mesma empolgação dos puxadores do samba, voz forte, poderosa porém, mesmo se expressando com melodia, refletindo a força para levar a escola para frente. Equipes desenhando idéias através dos projetos pedagógicos, criando novas histórias, transformando iguais em famosos. Encantando as comunidades, batendo no peito o compromisso com as famílias, oxigenando vidas. Reescrevendo enredos, bailando com os mestres das salas que no dia a dia buscam as parcerias perfeitas com as portas bandeiras da coordenação.
Ficou muito louco isso? Acho que não... Pois lembrei do final do desfile, da corrida para passar no portão da dispersão dentro do tempo estipulado. Lembrei da corrida para passar de ano, das recuperações e dos tempos de estudo quase esgotados. Só que lá, na passarela do samba, a festa vibrante, a comemoração só acontece quando todos conseguem ultrapassar o portão.
   Continuo no meu delírio, nessa viagem através das minhas fantasias, delírio colorido e fantástico, quem sabe assim, lanço minha rede tentando pescar outros sonhadores, encantar com minhas palavras, e assim  meu sonho possa ser transformado na grande arte da vida e não só da avenida.



sábado, 11 de fevereiro de 2012

Oportunidades...


Ufa! Esta semana foi agitada. Pensei que não conseguisse dar conta, graças a Deus tudo terminou bem. Deu certo, em algumas situações melhor até do que era previsto. Mas, é assim mesmo, somos metidas a super heróis.  Vivemos correndo na frente do carro tempo, tentando fazer com que ele não pegue a gente. Pensamos em como vamos dar conta de tudo que organizamos na agenda da vida, isso porque, na maioria das vezes somos até abusadas, fazemos uma lista já sabendo que não vamos conseguir e aí... nos cobramos. No final nos viramos em mil e conseguimos, aos trancos e barrancos. Sobrevivemos a uma avalanche de responsabilidades e precisamos do apoio dos companheiros dessa viagem chamada vida.
O melhor saldo foi o de viver momentos únicos, experiências que fortaleceram a minha história. Enfrentei desafios, situações novas que me ajudaram a renovar o espírito, fortalecer a alma. Hoje posso até fazer um apanhado mental e declarar que recebi presentes em forma de oportunidades.
Fui olhar no Mestre Google - adoro descobrir a origem das palavras, e encontrei uma definição assim: “oportunidade”  que vem do Latim OPPORTUNUS, “favorável, adequado, desejável”, originalmente OB PORTUS, “para o porto”, o que muitas vezes era mais que necessário em tempos de navegação precária. Caramba, pensei, navegação precária... como isso dizia respeito a mim, a todos os acontecimentos quentes da semana. Tentar chegar a um porto, mesmo com a navegação precária...Claro, esse porto só poderia ser o  momento de estanque, de calmaria. No entanto, chegar lá mesmo com a navegação precária, era desejável e adequado e favorecido pelas circunstâncias. Isso era oportunidade. Foi isso sim que vivi esta semana – OPORTUNIDADES.
Chances de reforçar meus valores e resignificar minha vida. Fazer acontecer e não só discursar que é possível amar como se não houvesse amanhã, lindo isso na voz do nosso querido Russo mas, na prática todos nós sabemos como é difícil o exercício da doação. Chance de exercitar vida e amor, com todos os riscos e possibilidades do acerto erro. Crença no poder da solidariedade, da tolerância e da proposta de se colocar no lugar do outro.
Por tudo isso não dá para passar uma semana agitada assim, sem viver com nossos medos, mesmo que esses medos sejam organizados em forma de couraça que, nos defende daquilo que não damos conta, não sabemos administrar, não permitimos que exponha nossas fraquezas  ao mundo. Medos que fortalecem! Possibilitando o enfrentamento e o seguir adiante.   Ao contrário do que muitos pensam, mesmo que esses medos existam, eles  podem nos impulsionar para frente, seguir adiante, quando a curiorisade do que  virá depois se torna mais forte do que o freio.
Foi uma semana incrível, daquelas que parecem que envelhecemos alguns anos. Só posso agradecer a Deus a  sorte de compartilhar as histórias das pessoas que encontrei e, em alguns momentos permitir com que me sentisse como mais uma pessoa a  contribuir para a revisão dos capítulos que foram apresentados. Fortalecendo as esperanças do dar certo, as esperanças do viver mais feliz, as esperanças no próprio viver.
A oportunidade de exercitar a minha fé na vida, minha fé nas pessoas que passaram a fazer parte da minha  vida.


sábado, 4 de fevereiro de 2012

Começar de novo...

Gosto muito de música, acho que já deu para perceber! As mensagens chegam de acordo com a nossa sede, nossa fome, saciando nossos desejos internos. Ivan Lins é um dos meus compositores favoritos e brilhantemente compôs "Começar de Novo". A música fala da separação de um casal, da força da mulher tentando sobreviver a inexistência do companheiro. É linda e, com certeza fortaleceu muitas mulheres fragilizadas por esse momento tão doloroso das suas vidas. Graças a Deus não é o meu caso contudo, uso sempre uma mensagem desse hino para me energizar em qualquer situação - começar de novo e contar comigo!!! Pode parecer um olhar solitário, mas não é. É um olhar de responsabilização sobre nossas escolhas. Sei que vivemos em diversos grupos e estamos contando com várias pessoas a todo momento, porém quando optamos por um novo caminho nas nossas vidas, não podemos depositar nessas pessoas a expectativa do dar certo. Nós mesmos precisamos acreditar, investir, mergulhar de cabeça com todos os juízos de valores, ordenados ou não. Começar é muito difícil, mesmo para aqueles que já percorreram alguns caminhos. A insegurança e o medo do fracasso sempre passeiam pelos nossos pensamentos. Nova garantia precisa ser renovada, estendida como num eletrodoméstico qualquer. Só que não temos fios e chips, somos mente e coração. Experiências novas servem para cutucar nosso ego, balançar com nossas convicções e obrigar a tomada de novas estratégias. Começar num novo emprego, iniciar um curso, assumir novo cargo, trocar de escola, e tantas outras situações que se encaixam no "de novo". Isso porque na verdade não chegamos a esses lugares zerados, estamos cheios de saberes e certezas que viram dente de leite. Sabe aquela coisa do dente mole que precisa ser arrancado, abrindo espaço para o novo? É mais ou menos isso. Independente de idade, cor, sexo, religião ou qualquer outra forma de caracterização do ser humano - somos humanos. Quando chegamos a um novo lugar na vida precisamos contar com todos os eus que estão adormecidos  dentro de nós, instalados no sofá da tranquila estabilidade e dizer com toda firmeza - vamos lá aprender a aprender, utilizando a sábia humildade e tolerância. Vamos lá abrir novos horizontes, possibilitar que a roda da vida continue a girar, permitir que as pessoas saibam quem você é. Vamos lá enfrentar o obscuro tornando-o luminoso e colorido, como um belo adorno para os nossos futuros dias. Tendo a certerza que apesar dos temores, dos frios na barriga, o novo sempre é esperança. O novo é o renovo. O novo é o broto. O novo é a vida renascendo dentro de nós.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Sua bênção pai...

Toda vez que telefono para o meu pai inicio nossa conversa com uma solicitação: "sua bênção pai"  e ele responde rapidamente "Deus te abençoe", é automático mas não é frio.  Como se fosse  um pedido de proteção que me permita seguir adiante na nossa conversa, seguir adiante na vida. Engraçado que, através de sua resposta, ele repassa essa responsabilidade para o Pai Maior,  intermediando de certa forma uma oração. De repente pensei nisso, na proteção que ainda solicito apesar das nossas idades e dos nossos dias meio distantes. Acho que foi porque eu participei essa semana,  de um encontro com o Ministério Público - lançamento do Projeto Em Nome do Pai. No evento,  as falas focaram a importância do nome do pai na certidão de nascimento. O pai no papel. Não é o meu caso, meu pai tem um lugar muito especial na minha história.
   Lembro, que quando era criança, numa noite em que faltou energia, estava sentada na varanda da minha casa, olhando o céu muito mais estrelado pela escuridão, foi aí que meu  pai ensinou-me uma canção que contava a tristeza de um pequenino grão de areia que se apaixonou por uma estrela no céu, amor impossível.   A minha imaginação de criança viajava na poesia da música, e quando papai cantou que anos depois apareceu a estrela do mar, senti que o impossível não devia existir e que a força do amor e o querer poderiam levar ao poder.
   Para mim estas lembranças que escreveram a minha história são muito importantes.  Eram lições de vida que recebia para refletir e a poesia era uma das melhores formas de aprender, papai trabalhava com uma coisa que é uma mola mestra para educação – sensibilidade. Aliás somos dois chorões! Cada encontro nosso é selado por um profundo abraço e pelos olhos marejados, é uma saudade do estar perto, nosso tempo não foi muito privilegiado. Situações que  a própria vida nos ensinou a  superar juntos e que nos fez crescer e valorizar ainda mais esse amor.  O  que mais me emociona nele é perceber o orgulho que tem de ser meu pai. Me faz sentir uma pessoa importante, grande, querida. Mal sabe ele que eu é que tenho muito, mas muito mesmo, orgulho de ser sua filha. Filha de um homem trabalhador, honesto, amoroso e que superou muitas dificuldades na sua vida. Me ensinou a lutar e não ter vergonha de vibrar com as minhas conquistas, que se tornam nossas através da sua bênção de pai...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Menos a Luiza que está no Canadá...

Fui praticamente intimada a escrever sobre a febre Luiza no Canadá. Minhas amigas sopraram pela rede: - olha que Luiza vai virar texto no blog dela... Como decepcioná-las?! Pois é,  a Luiza já voltou do Canadá, já fez propaganda, já tem música e já está faturando, tudo isso num espaço de mais ou menos uma semana. Isso é o que a Internet faz com a gente, a rede trabalha num determinado fato ou episódio que em algumas  horas já se tornam de "domínio público". Assusta e excita. Dependendo do direcionamento essa rede pode levantar ou implodir com uma pessoa. Por isso não podemos perder a noção das coisas, ter entendimento que a pulverização dos fatos acontece. Ficamos meio que instantâneos, tipo miojo sabe, prontos em 03 minutos para ser ingeridos. Nossos conceitos não podem ser construidos e destruidos em tão pouco espaço de tempo. Nossos valores precisam ser alicerçados em verdades ou mentiras, mas repensados e avaliados a todo momento.
Quando fiz a chamada para arrumarmos coisas maravilhosas para fazer na hora do BBB, estourou a situação de expulsão de um componente do jogo. Mesmo sem assistir ao programa, a rede mais uma vez me bombardeou de notícias e furos de reportagens sobre o episódio. Ouvi muito abobrinha tipo - ela gemeu, então estava gostando..., consentiu sim, não falou que não..., e outras coisas horrorosas no mesmo nível. Em dois dias tudo foi resolvido, o fato ocorreu, foi julgado e deletado nas páginas, independente do processo que possa estar rolando. Me dei conta que nós nem aproveitamos o boom para trazer a discussão da agressão a mulher, da situação de vulnerabilidade que ainda se vive, dos consentimentos que não são dados, das violentadas, mesmo que através de palavras. Quanto tempo se passou e me sinto como no tempo das cavernas, com os homens puxando suas mulheres pelos cabelos. Exagero! vocês podem dizer, mas muitas mulheres ainda vivem sem nem mesmo conhecer o que é  dignidade e respeito. Submissão, medo, culpa, desejo, sentimentos que se misturam e fragilizam muitas delas. Como fortalecê-las? Falando, discutindo, escrevendo, cutucando, mandando mensagens por essa rede que é maravilhosa e tem muito de positivo a oferecer. Não deixando que o momento seja o presente, sem futuro e só com passado. A forma de contar o tempo não foi alterada, o que fazemos com ele sim. Vamos então nos dar ao direito de pensar - afinal, a Luiza já voltou do Canadá. A piada não tem mais graça. A violência contra a mulher também não!!!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Raspa do Tacho

Em 2001 quis dar um presente de aniversário diferente para minha mãe,  publiquei um texto para ela. Hoje eu precisei "retocar", colocar alguns verbos no tempo passado. Ela não está mais aqui, já partiu e deixou muita saudade. Lá se foram cinco anos mas, nem parece, sua presença é forte. Acho que é isso que se chama viver de verdade, é morrer sem deixar de existir. Ela continua viva nos nossos corações, nas lições que deixou de vida e principalmente na nossa formação humana e espiritual, foi tanto amor  que conseguiu deixar uma boa  reserva para nos abastecer depois da partida. Divido com vocês a Raspa do Tacho:

Muitas vezes o prazer de assistir a mãe fazendo um doce se concretizava no final da tarefa  quando se pedia para raspar a vasilha. O tacho do doce onde fica aquele resíduo da guloseima, que parecia ser o mais saboroso pois estava ali, pronto para ser saboreado, quente e disforme mas ali, sem ter de esperar a hora da sobremesa ou do lanche marcado para o consumo da iguaria.  Quando se é criança, tem dessas coisas.  A alegria existe em pequenas ações.  Lembro-me quando mamãe contava suas artes infantis, a bacia que se transformava em barco e navegava num grande rio que, de grande não tinha nada, as articulações feitas com seu primo para implicar com a sua sobrinha da mesma idade.   Isso porque mamãe foi a última filha, a “temporão”, vovó ficou grávida junto com minha tia mais velha, então chegou aquela menina pequenina, mas muito esperta - era a “raspa do tacho” como vovó costumava chamar. 

   A alegria e bom humor permaneceram, aquela menina transformou-se em uma mulher, constitui sua própria família e logo na sua primeira experiência maternal teve de segurar a barra de um casal de gêmeos, tirou de letra, desesperava-se às vezes com a fome cronológica e resolvia amamentar como a natureza mandava – eu tenho dois seios e dois filhos, cada um mama em um ! – dizia ela com seu hábito de resolver as coisas de modo pitoresco e prático.

   Crescemos esbarrando em dificuldades e preconceitos que ela enquanto mulher sofreu, mas nada que o tempo não deixasse para trás.

   De vez em quando nossa relação de mãe e filha criava umas turbulências.  A figura feminina materna é um grande desafio para a  menina, por vezes ela dizia que nossos papéis estavam invertidos pois parecia ser eu a mãe e ela a filha, mas essa observação vinha com muito respeito e carinho.  Mal sabe ela em quantas ocasiões as suas palavras me socorreram e me tiraram de angústias, um apoio diferente.  Trazendo o lado leve da vida, a parte que ninguém liga, presta atenção, a piada contada de maneira dedicada, a graça e ironia tirada de uma situação complicada, o transparecer fraqueza quando no fundo se é  forte e vencedora.  Abrir mão sem ter que se arrepender, fazer e conservar amigos, transformar as “bobagens” em lições de sobrevivência.  Assim foi e, ainda estou crescendo, tentando trazer para a minha vida estas lições e repassa-las em busca das transformações tão idealizadas em nossos sonhos de criança, tive  a sorte e  o privilégio de saborear a “raspa do tacho”.



segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Ai se eu te pego!!!

Assisti ontem uma matéria, num programa jornalístico da TV, sobre o fenômeno  "Ai se eu te pego" do Michel Teló, na Europa. Espero que minhas palavras não espalhem uma conotação preconceituosa, pois a música é alegre e daquelas que ficam rodeando nosso cérebro e saindo dos nossos lábios de forma automática. O que me incomoda e impressiona é a constatação da força de uma mensagem brasileira tão vazia. Possuimos uma cultura maravilhosa, nossa MPB é rica e mesmo sendo eclética não é comum uma super valorização como a apresentada pela matéria jornalística. Fiquei com vergonha,  não do cantor, ele está correndo atrás daquilo que acredita. Apostou numa linha e segue defendendo sua musicalidade, aliás eu não sou uma crítica musical. No momento meu foco está direcionado para a falta de foco. Falta de mensagens, se não for exigir muito, quem  sabe até poesias. Cazuza com toda a sua doideira e irreverência gritava que os heróis morreram de overdose. Gonzaguinha criou uma oração quando colocou o dedo na ferida e afirmou que um homem sem trabalho não tem honra, morre e mata. Zé Geraldo apresentou o rosto maltratado do peão de obra, quando escreveu Cidadão...tá vendo aquela escola moço? Então o mundo globalizado  canta e faz toda a coreografia do Michel. Bom pra ele, claro. Triste pra nós, educadores que vamos ter que provar para nossos alunos que sucesso na vida é muito mais do que delícia...assim vocês me matam!!!